A diversidade Cultural Latino-americana

A diversidade Cultural Latino-americana

Cada um de nós, ao viver em sociedade, aprendemos o que nos transmitem as gerações anteriores e, com esse conhecimento, podemos contribuir para que a cultura continue crescendo e persistindo. Apesar de ser um recurso comum, a cultura também nos faz diferentes entre nós, já que cada grupo social construe suas próprias representações culturais de acordo com suas preferências, seus interesses, seus medos, suas dúvidas etc. É precisamente isso que torna a nossa sociedade rica e diversa.

Reunimos algumas das principais culturas latino-americanas, construídas pelos habitantes nativos de estas terras, as quais foram misturadas com outras (como a dos espanhóis e dos africanos), dando origem as nossas identidades culturais atuais.

AYMARA: essa comunidade vive na Cordilheira de Los Andes, em Bolívia, Peru, Chile e Argentina, e foi conquistada pelos quéchuas (incas). Sua principal contribuição cultural à humanidade foi a domesticação da batata. Os antigos aymaras também foram pioneiros em inventar a técnica de desidratação da batata, com fins de armazenagem. Existem, aproximadamente, dois milhões de aymaras na atualidade.

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QUÉCHUA (INCA): segundo alguns historiadores, é incorreto falar de povo inca porque o Inca era o rei, filho do Sol, da comunidade quéchua. Esta cultura não foi original, ma suma mistura de culturas, e chegou ao máximo esplendor nos século XVI, se estendendo desde a Colômbia até a zona central do Chile e Argentina, pelas regiões próximas à cordilheira de Los Andes. Os quéchuas caracterizaram-se pelo seu espírito pragmático e organizador, e sua cultura se misturou com as culturas que chegaram depois da colonização. Um exemplo é a língua quéchua, que na época incaica foi difundida no império como veículo de aculturação e de unificação cultural. Atualmente, é usada por milhões de pessoa no Peru, Bolívia e Equador, como segunda lingua.

MAIA: esta cultura se desenvolveu entre 1500 a.C., haté el 900 d.C. e ocupou parte de México, Guatemala, Honduras e Belice. É um dos povos mais importantes da época pré-colombiana e escreveram textos de medicina, historia e botânica, além de explorar com força a astronomia e a matemática, e elaborar seu próprio calendário. As pirâmides encontradas em lugares como Chichén-Itzá e Palenque (México), Tikal (Guatemala) e Copán (Honduras), eram centros de rituais que mostram seu imponente arquitetura. Calcula-se que atualmente, existem más de sete milhões de descendentes que habitam a mesma área geográfica, principalmente em Chiapas (México) e El Quiché (Guatemala). Uma das indígenas maias mais famosas é a guatemalteca Rigoberta Menchú,  Premio Nobel da Paz em 1992 por defender os direitos dos indígenas.

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AZTECA (méxicas): provenientes de uma cidade do norte de México, Aztlán, os mexicas fundaram sua capital, Tenochtitlán, a princípios do século XIV. Quando chegaram os espanhóis, os aztecas haviam constituído um império e a capital  tinha uns 250.000 habitantes. Desta cultura se conservam alguns códices e poemas, assim como numerosas palavras que hoje fazem parte do espanhol, como chocolate e tomate. Os descendentes diretos de los aztecas vivem atualmente em amplas zonas do México, mantendo vivo o idioma náhuatl, falado por quase dois milhões de pessoas.

MAPUCHE (araucano): os mapuches (do mapu: homem, che: terra, ou seja “homens da terra”) habitaram o sul do Chile e o sudeste da Argentina. Atualmente, existem mais de um milhão de descendentes em ambos países. Alguns historiadores identificaram que este povo tinha uma estruturação de “Estado Federado e Confederado”, um poder horizontal e não piramidal. Dizem que eles possuíam um sistema econômico em harmonia com a natureza e seguindo prescripções próprias da sua cosmovisão (visão do mundo).

GUARANI: originariamente eram povo da Amazônia em busca de novas terras. Ocupam atualmente grande parte do Paraguai, leste da Bolívia, sul do Brasil (Mato Grosso) e nordeste da Argentina. Estima-se que existam  2 milhões de pessoas nesta comunidade, mas a língua é falada por aproximadamente 12 milhões de pessoas. No Paraguai, o guarani é o idioma oficial junto com o castelhano.

 

Fontes: UNESCO, Planeta Latinoamérica, Importancia, Educa Bolivia,  Informándonos,cultura.gov.cl, Portal Educativo Ceibal, Centro de Investigación y Promoción Amazónica.

Fotos: Commons wikimedia

 

 

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